quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Sob(re) a mesa

— Amor, que lugar interessante você escolheu pra sentar.
— É, amor? Por quê?
—  Você não sabia que o prato principal fica sempre no centro da mesa?
— Ah, é? E eu achando que seria só sua sobremesa.
— O prato principal também.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Feliz Aniversário

— Eu não tenho nada para lhe dar porque você levou tudo o que eu tinha. Mas eu espero que ela lhe dê, em dobro, tudo aquilo que você me deu: dor e sofrimento. Parabéns.

sábado, 14 de agosto de 2010

Prece

— Senhor, fazei dele meu brinquedo para que eu possa levá-lo sempre comigo. Amém.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Hum...

— O que eu penso de você? Fácil: suspiros e borboletas no estômago.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Holly

Era cedo, mas ela precisava de um drink. Era inaceitável, mas ele estava lá. Era burrice, mas ele a levou para tomar seu drink. Era loucura, mas ela aceitou sob a condição de só levá-la para casa quando ela estivesse completamente bêbada. Era cedo e era champagne. Era cedo e era triste. Não era cedo, era amor. Era bobagem, mas ele insistiu.

— Três palavras.
— Mais uma, garçom?
— Não, eu te amo.
— Hum, quase.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Da doçura do amor e da infância

— Lembra quando nós éramos crianças e vendiam um pirulito pequenininho, de sabor tutti-frutti, cuja embalagem sempre grudava no doce e dava um trabalho danado pra abrir?
— Lembro. Você adorava esse doce. Eu sempre lhe comprava um bocado quando queria me desculpar de alguma coisa.
— Pois é. Ainda vendem. O sabor continua maravilhoso!
— É?
— É... você é o meu doce pequeninho que dá trabalho pra abrir, mas que, no final do dia, recompensa todos os esforços. Eu amo você.